Majestade Propaganda

Continue com as mesmas desculpas e game over    pra você.
5 maio 2017

Continue com as mesmas desculpas e game over pra você.

“Nada é permanente, exceto a mudança”. Já dizia Heráclito lá no século 5 a.C. Se a mudança é tão constante quanto o ar que respiramos ou o tempo que passa minuto a minuto, é primordial estar preparado para ela. De Heráclito para cá, muita coisa mudou. Oceanos foram desbravados, continentes foram descobertos, a Terra deixou de ser plana e passou a ser redonda, fomos à lua (há controvérsias), a comunicação saiu das pedras e passam em tempo real por cabos cobertos de água salgada (e atacados por tubarões).

Táxi vs UberPor exemplo, há uns 10 ou 20 anos atrás, se você chamasse um táxi (aliás, “táxi” é uma das poucas palavras que servem no mundo todo. Em turco a grafia é taksi. Em japonês é pronunciada como “takushi”. Em português a palavra é paroxítona. Já em francês, oxítona (como todas as palavras desta língua). Já na China dá para dizer tanto “táxi” como “chu zu che”), provavelmente seria entendido sem problemas.

Hoje, até você esquece do táxi. A primeira coisa que vem à cabeça é o Uber. Entra no celular, solicita o serviço, vem o motorista e te leva para o local combinado. O pagamento é feito via app, nada de se enrolar com o dinheiro ou troco ou qualquer empecilho. Já os táxis tiveram que evoluir. Eles têm app, aceitam cartão e estão procurando cada vez mais se inovar neste mundo de mudanças.

E o que falar da Netflix? Ela surgiu como um serviço de entrega de DVDs pelo correio. A Blockbuster, gigante empresa de aluguel de filmes, não quis pagar 50 milhões de dólares na jovem empresa. Resultado: os tempos mudaram, meus amigos. Hoje, a Netflix acumula 7,1 milhões de assinantes em todo o mundo e vale, pasmem, 25 bilhões de dólares. Já a Blockbuster nem chora mais pelo leite derramado, pois não existe mais.

Redes SociaisEm vez de ligar, enviamos um “whats” (sentimos falta dele ontem, foram horas de agonia), postamos no “Face”, gravamos “stories” no “Insta” e ouvimos músicas no Spotify. A TV, tanto aberta quanto paga, tenta se reinventar em um mundo cada vez mais conectado. Hoje, você consome informação na hora que quiser e como quiser. Chega de todo mundo se reunir na sala para saber a última notícia que aconteceu há horas ou dias atrás. O mundo muda. A dinâmica está mais rápida. Se parou para pensar, esquece, já foi. Ficou para trás, pois a fila anda de patinete motorizado ou de tênis de rodinha que pisca.

Mesmo após todos esses argumentos, é preciso fazer a pergunta: por que mudar? Por que nosso mundinho de criativos, atendimentos, profissionais de mídia e produção precisam mudar o que aprenderam esses anos todos? Olhe a história, olhe o mundo ao redor, cara pálida. Tudo mudou. Quer saber mais uma coisa: e vai continuar mudando, quer você queira ou não, quer você faça algo ou não. O tempo passa igual, são nossas ações e nossas leituras de mundo que nos fazem se adaptar para vencer, ou será que você é daqueles que pensam que o importante é só competir? Acorde! O mundo não é uma grande 5ª série.

“Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança”, já dizia Stephen Hawking. Já Darwin, muito tempo antes, dizia que “não sobrevive a espécie mais forte, mas a que se adapta à mudança”. E para provar que as mudanças são contínuas, após este texto estar pronto, descobrimentos que esta frase nem é dele. Você acaba de ler a última mudança feita no texto antes mesmo de chegar no final. Tudo é dinâmico nos dias de hoje. Ou muda ou muda. Não existe outra opção para quem quer vencer neste mato que não está para cachorro, muito menos para gato, caso queira trocar a espécie de caça. Quem não adapta, se trumbica.

Game Over

O caminhão da mudança chegou e se você não se apressar, ele vai deixar você para trás. Deixe suas crenças do passado no passado. Lá são o lugar delas. Não vão agregar da forma que o mundo está hoje. Empresas não vivem mais de paredes. A visibilidade tomou contornos digitais como o Neo dentro da Matrix. Hoje, os resultados são em tempo real, o acesso é em tempo real, as mudanças são em tempo real. Pare de acreditar em verdades absolutas, eles duram menos tempo do que você imagina. Opa! Acabaram de mudar de novo.

Lá vem a nova Majestade.

Novo endereço, pois nenhum espaço pode nos prender. Sem paredes para que nosso rugido seja ouvido a quilômetros. Mais alta, pois nossas ideias precisam de liberdade para abrir as asas e voar. Onde a expressão recorrente na publicidade “menos é mais” faz todo o sentido para nós. O velho modelo está morto, se você não percebeu. Pare de remoer o passado, pois reinventar é preciso, desbravar o novo também.

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”, já dizia Érico Veríssimo. Quebramos as barreiras e aproveitamos os novos ventos que nos levam para frente. Pena de quem pensa que a calmaria é o melhor cenário. Nunca viveu de verdade. Subimos os céus como o sonho de uma criança com uma pipa na mão. Não somos Ícaro. Nada de tocar o sol com asas de cera. Para nós, voar tem que ser como Dumont sobre Paris.

A mudança chegou aqui na Majestade. Quer mudar com a gente?

Majestade. Novo rugido.

Pedro Marcolino

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Pedro Marcolino

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